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You have no idea when I want to disappear … take time out of everything.
You have no idea when I want to disappear … take time out of everything.
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Eu sei que sou exatamente o que 99% dos homens não gostam ou não sabem gostar. Eu falo o que penso, abro as portas da minha casa, da minha vida, da minha alma. Basta eu ver o sinal de luz recíproca no final do túnel que eu mando minhas zilhões de luzes e cego todo mundo. Sou demais, tanto que ninguém aguenta. Ninguém entende nada. E eles adoram uma sonsa. Adoram. Mas dane-se. Um dia, um louco, direto do planeta dos 1% de homens, aparece.
Eu sou intensa demais pra sua inconstância. Fui acreditando nas tuas palavras, fui mergulhando fundo no seu raso coração, e quando notei, bati a cabeça na quina da decepção. Notei você indo embora de fininho pela porta dos fundos, tirando os sapatos pra eu não escutar. Reparei que você colocou empecilhos pra não ficar. Tudo bem, não vou me desgastar com você, nem com ninguém. Não sei dar continuidade em indecisão. Hoje conversa comigo até 5hs da manhã, amanhã some, afasta, se eu te chamo, disfarça com palavras monossilábicas. Não sei dançar conforme a tua música. Ou entra na música e dança até o fim, ou nem aperta o play. Pode ir. Vai com Deus, ficarei com meu amor próprio. Eu sou intensa demais pra sua indecisão. Fica ai com seu frio coração. Apaguei seu contato só pra me certificar de que não vou ficar olhando sua última visualização de 5 em 5 minutos. Só pra constar de que não vou cair na bobeira de te chamar, você me ignorar e eu me arrepender. Eu te exclui pra ter a certeza, que logo esqueço você.
Eu soquei meu orgulho tão forte, que depois de um tempo esqueci que ele existia. Perdoei erros imperdoáveis e acreditei numa realidade utópica de um amor quase impossível. Tornei possível coisas inimagináveis. Acreditei em dragões e contos de fadas pra te fazer ficar. Fui ingênua. Te amei mais do que podia por capacidade humana. Te dei o que eu tinha e não tinha pra te fazer feliz como eu gostaria de ser. Te transformei naquele príncipe que a gente, estupidamente, sonha enquanto cresce. Escolhi a dedo as palavras pra te dizer, todas as vezes que lhe proferi algo. Te amei com meus dedos, meus olhos e cada fio de cabelo. Te odiei também, com cada pedaço meu, até com minhas entranhas que hoje gritam o seu nome. Te segurei pelo braço quando deveria ter te deixado ir. Me arrependo de coisas que fiz, que não fiz e principalmente, que desfiz. Por você. Por mim. Por um nós que não existiu. Te quis quando não deveria. Te tornei o que eu queria que você me tornasse. Me tornei outra pessoa. Fria. Calculista. Fechada. Já passou muito tempo, já senti muita raiva, muito amor, muito ódio e ainda assim, não há um dia em que eu não acorde sentindo uma saudade absurda do nós que existiu dentro de mim.